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Doidimais Corporation
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sábado, julho 31, 2004
 

TWINSEN versus ABE
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Twinsen é um astro dos videogames, uma criatura simpática de roupa azulada, rabo-de-cavalo e olhos esbugalhados. Abe é um astro dos videogames, uma criatura de pele azulada, rabo-de-cavalo e olhos esbugalhados.
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Twinsen pertence à raça dos Quetches - todos os Quetches têm rabo-de-cavalo. Ele combate a ditadura de seu planeta para salvar também os Spheros, Grobos e Rabbibunnies. Abe pertence à raça dos Mudokons - todos os Mudokons têm rabo-de-cavalo. Ele combate a escravidão de sua raça usando os Scrabs, Slugs, Paramites e o que mais acha pela frente.
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Originário dos jogos de PC, Twinsen fez sucesso também no Playstation. Originário dos jogos de Playstation, Abe fez sucesso também no PC.
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Para salvar seu planeta da ditadura, Twinsen desenvolve incríveis poderes sobrenaturais. Para salvar sua raça da escravidão, Abe desenvolve incríveis poderes sobrenaturais.
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O mundo de Twinsen é colorido e bizarro, misturando magia com tecnologia. O mundo de Abe é colorido e bizarro, misturando magia com tecnologia.
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O segundo jogo do Twinsen chama Twinsen´s Odyssey. O primeiro jogo do Abe chama Oddworld: Abe's Oddysee.
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Peixes:
 
HIPÓCRATES COM MELAGRIÃO

Acabei de voltar da formatura de meu irmão, em Medicina pela UFMG, no Maristão. Além de ver um Maristão bonito, pude ouvir uma trilha sonora formidável. Entre canções com variadas idades, os formandos dançavam, enquanto fotos suas eram exibidas em telões. Considerando que conhecia apenas uma entre as duzentas pessoas naquele palco, foi até empolgante. O diretor da Faculdade de Medicina, Geraldo Brasileiro, concedeu o grau de médico aos formandos após a leitura do juramento de Hipócrates (que termina com "suceda-me o contrário"). E um vídeo exibido mostrava um logotipo 3D da escola - uma ideía semelhante já me ocorrera, e quero usar logos tridimensionais da UFMG, da FAFICH e do curso de Comunicação Social em rápida sucessão antes de trabalhos - estes com apresentações tão boas quanto as que abrem filmes famosos. Posso visualizar estes clipes em minha mente, mas não entro em detalhes porque é um tanto difícil de explicar.

***

Um dia alguém vai querer dominar o mundo através da maneira mais eficaz - juntando todas as associações, clubes, instituições, grêmios, sociedades, irmandades, guildas, partidos, movimentos, organizações, departamentos, diretórios, escritórios, ligas e o que mais numa única Associação.

A Association of Associations!

O plano, brilhante, logo trará resultados. O presidente e fundador da Association of Associations terá sob seu comando o Minas Tênis Clube, o Denver Nuggets, a MENSA, a Médicos sem Fronteiras, a Cruz Vermelha, o Greenpeace, o PRONA, o Partido Democrata, o Green Bay Packers, a ONU, a Liga da Justiça, e muito mais. Mas então um terrível destino se abaterá sobre quem quer demais.

Isto porque em algum lugar alguém fundará a Organization of Associations, que necessariamente irá engolir a Association of Associations. É claro que já estará sendo preparada a Confederacy of Organizations. E a League of Confederacies. E a Union of Leagues. E a Network of Unions. E, claro, a todo-poderosa Association of Networks...

***

Os americanos não hesitam em ter seus próprios policiais como heróis. São inúmeros os seriados e filmes em que atos heróicos são executados por personagens que vestem uniformes e distintivos, tendo seus salários pagos pelo contribuinte.

Com nós brasileiros isso não acontece. Nossos policiais são sempre meros coadjuvantes - nossos heróis, quando não donos de profissões insólitas como as dos protagonistas de telenovelas, são mesmos os bandidos. Em vez de investigadores, detetives e delegados, temos Zé Pequeno.
 

Peixes:
domingo, julho 25, 2004
 
TAKE YOUR TIME
 
 O tempo parece passar lentamente. Deveras. Estou gripado e tossindo, fazendo o possível para me manter aquecido neste inverno belorizontino. Ouço remixes de músicas de videogame e mando e-mails para os delegados e delegatas do meu comitê. Na minha caixa de entrada continuo o diálogo com a suposta fã do DOIDIMAIS CORPORATION, mencionada há algum tempo. Checo mensagens de velhos amigos, e apago mensagens desinteressantes de não-tão-amigos assim.

 Lembro do que um amigo meu me disse na viagem de volta: ele havia tido uma péssima e assustadora primeira impressão de mim, no primeiro dia de aula. Diz que isso mudou totalmente. Não falo nada -  apenas sinto-me grato pela honestidade, e bem com a nova avaliação.

 A música saindo das caixas do meu computador me traz mais lembranças, de épocas diversas. Lembro do que fiz hoje e nos possíveis resultados - que podem ser anunciados amanhã... ou não.

 A vida é um jogo... o qual você não pode ganhar, não pode empatar... e não pode parar de jogar voluntariamente, ao menos para a maioria das pessoas.

 Ainda bem!

***

 Papai Noel deve odiar os chineses. Imagine o trabalhão que não é poupado por causa de um único país...

 Já sei quem está por trás da política chinesa de restrição de filhos - o Bom Velhinho.

***

 Muito se fala sobre multidisciplinariedade - a integração de diferentes áreas de conhecimento. Contrariando o princípio de especialização/vantagem comparativa da Economia, ambos colégios e universidades promovem trabalhos multidisciplinares, palestras multidisciplinares, atividades multidisciplinares, textos multidisciplinares, e não sei mais o quê.

 A questão é - o quão necessária é esta - criemos um termo feio - Conurbação Disciplinar? O quanto devemos insistir em misturar Medicina com Relações Internacionais, Direito com Psicologia, Engenharia Química com Biblioteconomia?

 Conurbação é bom? Claro. Eu conurbo quase todo dia. Mas o quão essencial é?
 

Peixes:
sábado, julho 24, 2004
 
LIKE YOU´RE ALWAYS IN THE SECOND GEAR
 
 Após quase uma semana em Brasília brincando de diplomata, estou de volta a minha cidade natal, aquela que faz o fugere urben não ter sentido algum.

 Obviamente, tenho várias histórias para contar, e aqui vão algumas delas. Espero que assim eu consiga reaquecer o blog, que sempre recebia pelo menos uns 4 comentários em cada post (chegando a 8, 10 e até mesmo mais de 20), e nos dois últimos recebeu apenas 1. Claro, não faço isto pelos comentários em si; mas eles são - até certo um ponto - um termômetro do quanto o DOIDIMAIS CORPORATION agrada aos leitores.

***
  A idéia de se ter um hotel que é ao mesmo tempo onde se dorme e também onde acontece o evento é sensacional. Basta pegar o elevador para se chegar às salas onde se realizam os debates. Mais prático impossível.

 O hotel também é legalzinho. Dá pra perturbar os hóspedes fazendo bagunça na piscina, pegar sauna, tocar na campainha de outros quartos e fugir enquanto outras pessoas ligam para o telefone do mesmo quarto, realizar festas que vão até às 3:40 da manhã, e outras coisas mais. Sem falar nas festas oficiais do evento, com destaque para a primeira delas, na qual delegações de cada país (Chile incluído, claro) ofereciam mesas com comida e bebidas típicas - além de outros itens, como incluir bandeiras, poesias, música, e vestir fantasias. Muito embora a delegação chilena tenha exibido maior animação (evidentemente sou suspeito para falar¹),  o prêmio foi para a delegação do Brasil, que vestia roupas como a de cangaceiro. É claro que a delegada do Brasil no meu comitê, uma potiguar, irá discordar, sorrindo, quando eu disser que eles mereciam o segundo lugar. Then again, apenas um dos delegados do Chile estava vestido de alguma coisa que lembrasse mais ou menos um chileno - calça jeans, camisa vermelha - e uma bandeira do Chile nas costas.

 ***

"Delegado da Argentina, você tem a palavra por 90 segundos". Silêncio. O delegado da Argentina se dirige ao meio da sala. Olha para os outros delegados. Em silêncio. O diretor ativa o cronômetro. O silêncio continua. O delegado da Argentina permanece parado. Os delegados começam a sorrir. O silêncio persiste.

 "Point of personal privilege!", interrompe o delegado da China. "I can´t hear the delegate!"²

 Gargalhada geral, intensa. O diretor da mesa afirma que os delegados podem usar o tempo da maneira que bem entenderem - e reinicia o tempo do delegado. Após novos segundos de silêncio e novos sorrisos, brada o delegado da Argentina:

 "This silence represents what we have accomplished in this committee!", diz, fazendo um gesto largo. "Nothing!"

***
  "Representatives of the world!"³ - assim todos os delegados e delegadas (e até algumas delegatas) do meu comitê me cumprimentavam, fosse durante os debates não-moderados dentro da sala, fosse durante as festas ou nos corredores do hotel. É bom saber que a frase, com a qual abri todos os meus discursos, despertou simpatia. Algumas pessoas disseram inclusive que vão usá-la, com a devida homenagem e menção de autoria. Menos repetida, mas também lembrada, foi a frase de fechamento de todos os discursos, copiada por alguns dos delegados da minha equipe:

 "Chilean Cheers!"

***

  Evidentemente, existem ainda mais histórias para contar, mas dariam um texto por demais longo. Novos casos serão adicionados se os leitores assim pedirem. Por ora, descanso das doze horas de viagem de ônibus e da chegada em casa após 1 da manhã. Vida longa ao AMUN, e que venha a oitava edição!

 ¹ Eu era um dos delegados do Chile, mas, citando a mim mesmo: "eu nunca consegui apreender o conceito de “suspeito para falar”. Sempre considerei que todos somos suspeitos para falar de qualquer coisa – devemos ser desconfiados e críticos não importa quem esteja falando, ou a respeito de quê. Se sou suspeito para falar a respeito [de um assunto], também o são todas as pessoas da Terra".
 
 ² Em modelos da ONU, a única coisa que pode interromper o discurso de um delegado é a questão de privilégio pessoal, levantada quando se sofre extremo desconforto, e usada 90% das vezes quando o delegado está falando muito baixo e não se consegue escutá-lo - e 10% das vezes para reclamar do ar condicionado.

 ³ E não "representants", palavra que, amigos me avisaram e eu conferi no dicionário, não existe.
 

Peixes:
sábado, julho 17, 2004
 
OS TEMPOS MODERNOS DA INFINITA HIGHWAY
 Ao som de Engenheiros do Hawaii e Lulu Santos
 
 Vi há alguns meses perto da PUC, e mais recentemente também ali na fronteira entre o Sion e o Belvedere¹, um outdoor de um tal Jairo Ataíde, político que se orgulha de sua aprovação em Montes Claros. O outdoor apareceu perto da PUC muitos meses antes das eleições, o que é obviamente contraditório com a noção de que o brasileiro tem memória curta para assuntos políticos. Portanto, o que fazia ali a propaganda? Levanto quatro hipóteses: 1) a memoria curta é um mito; 2) o ego do prefeito é imenso; 3) na região tem um monte de gente que vota em Montes Claros; 4) o cara pretende se candidatar a prefeito de BH.
 
***
 
 Quando eu comecei a estudar Internações Relacionais e descobri a noção de que as democracias nunca entram em guerra entre si, achei muito legal e fiquei muito feliz. Esta idéia é exposta claramente na Primeira e na Segunda Guerra Mundial (nas quais os vilões, que afinal perderam a guerra, eram todos não-democráticos, tendo sido derrotados por um misto de democracias e seus aliados). Só que um dia eu li um artigo científico que desmentia essa noção. Vários exemplos de conflitos entre democracias foram dados. Sem falar que a significância da afirmativa foi posta em xeque, visto que quando a América do Sul era ainda mais anti-democrática do que hoje, ainda assim não explodíamos em guerras. Em termos de conflitos entre Estados, somos a região mais pacífica do mundo; nem por isso somos a mais democrática.
 
 Ou seja, ainda que as democracias não entrem em guerra, isso não significa nada, porque as não-democracias sul-americanas também não entram. Deixando mais claro: se as democracias não entram em guerra, não é simplesmente por serem democracias.
 
 Eu acabei bolando a idéia para um texto que dizia que a solução para a defesa e integridade do Brasil era o fortalecimento da democracia. Assim, caso fôssemos atacados algum dia, poderíamos recorrer a nossos aliados democráticos, visto que o ataque jamais poderia vir de democracias (leia-se, teoria do senso comum com aceitação surpreendentemente grande segundo a qual os EUA irão atacar o Brasil em breve pelos recursos naturais).
 
 É claro, minha preguiça impediu que eu escrevesse o texto até eu acabar lendo o artigo e mudado de idéia. Nunca subestime o bem que a hesitação pode fazer.
 
***
 
 Vivem dizendo que é um perigo confundir realidade com ficção. Discordo. Perigo muito maior está em confundir ficção com ficção. Por exemplo, se você jogar um determinado jogo eletrônico durante muito tempo, e depois for jogar outro com controles parecidos mas ligeiramente diferentes, vai ter sérios problemas. Manobras simples podem ser desfeitas por um único toque errado de botões; um inimigo que poderia ser morto com três disparos agora requer dez ou mais tiros; uma corrida que poderia ser terminada em seis minutos agora leva oito e ainda te deixa em terceiro lugar.
 
 Sem falar em outras confusões de ficção com ficção. Imagine se na sua cabeça se misturassem os enredos de Hamlet e Friends. O quê, o Central Perk não fica na Dinamarca? O Hamlet não tem uma irmã obcecada com limpeza? A tia do príncipe não tinha uma voz anasalada?
 
 ¹ Para os leitores de fora de Belo Horizonte, se é que hão: Sion e Belvedere são bairros desta cidade.


 

Peixes:
sexta-feira, julho 16, 2004
 
LARGA, MUITO LARGA
 
 Entrei na banda larga. Ontem, durante o Terceiro Churrasco do Fundão, saí para pegar um casaco aqui em casa. Quando estava saindo de casa para voltar ao Churrasco, o interfone tocou e vieram os técnicos da Way. Em teoria, a conexão agora é de 300k, apesar de um ícone insistente no canto inferior direito da tela anunciar "12,0 Mbps" - o que seria absurdo. Só sei que é rápido, alucinantemente rápido. É como se fosse a quinta marcha. Yahoo!
 
***
 
 Eu ando tendo uns sonhos estranhos, muito estranhos, e com muita freqüência. Só desta semana me lembro de três. Em um, eu encontrei várias pessoas que estudaram comigo no Dom Silvério numa festa num ambiente que oscilava entre casa e prédio (era um sonho, oras). Lembro de saltar do gigantesco muro de um prédio para cair na piscina dum outro... só que este prédio estava alagado até a altura do muro, então eu não pulei, mas mergulhei até lá! Neste mesmo sonho eu também reencontrei uma certa garota que adoraria reencontrar de fato, e ela disse estar com saudades de mim. Foi quando dei um beijo no rosto dela, saí do local e fui pular na piscina. Ou mergulhar, sei lá.
 
 O segundo sonho desapareceu completamente da minha memória, mas envolvia pessoas do Colégio também. Esquecer sonhos é terrível, porque ao contrário de idéias para textos e outras memórias, eles não podem ser recuperados. Nunca.
 
 O terceiro foi esta noite. Eu observava, deitado, um céu que mudava furiosamente de estado. As cores se alternavam em padrões muito mais insanos do que num caleidoscópio, e nuvens se abriam, mudavam de forma ou iam embora num ritmo alucinante, imprevisível e totalmente impossível de ser reproduzido mesmo em computação gráfica. Era como se olhando para o céu eu pudesse realmente perceber não apenas as estrelas e nuvens, mas todos os milhares de metros de altura vazia prestes a desabar sobre o mundo. Brrrr. 
 
***
 
  Eu tenho um monte de ídéias para textos mais sérios, mas realmente não me vejo redigindo-os agora. Talvez amanhã. Li recentemente A Revolução dos Bichos, de George Orwell. É sensacional, e tem momentos hilariantes. A bandeira da revolução é "um chifre cruzado com uma ferradura", a melhor piada visual sem uso de ilustrações que já vi.
 
***
 
 Neste sábado à noite eu vou a Brasília, para o AMUN  (http://www.amun.com.br). Chego em Bê Agá somente na sexta-feira. Ou seja, é como se eu saísse da festa por algum tempo para que vocês possam falar bem de mim.

 

Peixes:
sábado, julho 10, 2004
 
QUANDO EU TIVER SESSENTA E QUATRO
Ao som de The Beatles - When I´m Sixty-Four

When I get older, losing my hair
Many years from now
Will you still be sending me a Valentine
Birthday greetings, bottle of wine
If I´d been out ´till quarter to three
Would you lock the door?
Will you still need me, will you still feed me
When I´m sixty-four?


Mas aí que meu irmão vai formar em Medicina pela UFMG neste semestre, e vai haver um baile na Serraria Souza Pinto no dia 31 com um monte de coisas liberadas. Meu irmão, generosamente, me concedeu um convite extra. Só que eu - ainda - não tenho quem levar. Em teoria, existem quatro candidatas. Cujas identidades não serão reveladas nem sob ameaça, claro. Quer dizer, cinco, porque hoje - numa surpresa agradável no Minas Tênis Clube - lembrei de uma outra. Mas eu só tenho o telefone das outras quatro.

A não ser, é claro, que alguma leitora do DOIDIMAIS CORPORATION se candidate. Digo isto porque recebi recentemente um e-mail, de alguém que se identifica como garota e fã desta publicação, que é de deixar as bochechas de qualquer um vermelhas. Obviamente, não o tomei como sério; e até o publicaria se eu tivesse gravado também as minhas respostas a ele. Ceteris paribus, é essa a situação.

You´ll be older too
And if you say the word
I could stay with you
I could be handy, mending a fuse
When your lights have gone
You could ment a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride
Doing the garden, digging the weeds
Who could ask for more?
Will you still need me, will you still feed me
When I´m sixty-four?


Se você quiser saber o significado de uma palavra no dicionário, tudo o que poderá achar são outras palavras. As palavras só podem ser definidas por outras. As palavras que estão no verbete de um dicionário, explicando uma palavra, por sua vez, só podem ser explicadas por - também - outras palavras. Eventualmente, ter-se-á visto um ciclo completo de definições, que pode ou não incluir todo o dicionário. Mas é a formação de um círculo vicioso. Inicialmente, este problema não têm solução. Mas a verdade é que o dicionário não é a única fonte de aprendizado de palavras.

O que leva a uma outra questão - nas escolas, quando os professores vão ensinar o que é um "substantivo abstrato", sempre utilizam exemplos bobos - "justiça", "amor", "choro" e outros. Mas nunca os professores se arriscam a falar de outros substantivos abstratos bem mais substanciais -como "conceito", "significado" e "verdade". Afinal de contas, qual é o conceito de conceito? Qual é o significado de significado?

Como responder a esta pergunta:

"Significado? O que significa isso?"

Não é à toa que em inglês a palavra meaning (significado) tem a raiz mean (malvado)....

Every summer we could rent a cottage
in the Isle of Wight if it´s not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera, Chuck and Dave
Send me a postcard, drop me a line
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Your sincerely, wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Ah, will you still need me, will you still feed me
When I´m sixty-four?
 

Peixes:
domingo, julho 04, 2004
 
CHILLING OUT

Enquanto escrevo estas linhas, uma bela e tranqüila Belo Horizonte, repousando na Serra do Curral - com poucas luzes acesas, como se estivesse de olhos semicerrados - se exibe na minha janela. É pouco mais de meia-noite e meia do começo de um domingo, e uma música eletrônica suave guia a cena. O momento me traz recordações agradáveis - não os flashes usuais de nossos videoclipes mentais, com suas cenas - mas apenas leves toques de memórias, nem muito antigas nem muito recentes. Abro a janela e subo na mesa para procurar a Lua, e lá está, cheinha e bem no alto, requerendo inclinação do pescoço para se ver. Uma brisa leve mas bem fria me atinge delicadamente.

Existe algo neste ambiente urbano, uma serenidade surreal que só pode existir com muito concreto e eletricidade, que simplesmente torna qualquer fugere urben um total despropósito.

***

A VEJA deste domingo traz uma matéria absurdamente preconceituosa sobre música de videogame. Não apenas sequer menciona Koji Kondo, como chega a afirmar que as trilhas não tem graça longe dos consoles. Um verdadeiro absurdo. Me pergunto se concordam com ele as centenas de pessoas que fazem remixes de suas músicas favoritas e as colocam em sites dedicados inteiramente a músicas de videogame. O repórter com certeza nunca escutou O Vale Das Gerudo, e portanto não tem nenhuma autoridade para falar do assunto.
 

Peixes:
sábado, julho 03, 2004
 
CHEIO!

Ontem foi um dia cheio. Usei o carro da auto-escola para dirigir até a PUC, peguei papéis na PUC, de lá dirigi até a UFMG, abandonei o carro, deixei os papéis na UFMG, peguei um ônibus de volta para casa, aí à tarde veio um pessoal instalar banda larga aqui em casa e não deu certo, depois peguei o 4111 de volta para a PUC, onde peguei mais papéis e de lá peguei outro ônibus para uma festa num prédio no Cidade Nova perto da Rua Johnson, eu não sabia onde era o lugar e a bateria do meu celular estava acabando, então eu corri o risco de me perder para todo o sempre, aí já a noite peguei outro ônibus até em casa, mas como não sabia direito onde o ônibus parava desci ali na Savassi mesmo junto com um amigo meu, de onde rumamos para o Colégio Marista Dom Silvério onde não tinha quase ninguém, e lá roubamos a plaquinha da nossa sala do 1º ano, e depois fomos esperar um outro amigo nosso em frente ao Marista Hall, daí a gente deu uma passada lá na minha casa e depois fomos para um bar copo sujo onde permanecemos até de madrugada.

***

Qualquer mau humor pode ser curado com esta música. Cuidado - infectará você com uma vontade fortíssima de ir para uma festa.

http://www.ocremix.org/detailmix.php?mixid=OCR01175

Para fazer o download, clique no retângulo onde está a seta verde.

***

Há dois tipos de pessoas: as cujos hábitos sofreram uma mudança radical na entrada para a adolescência e as que não. Eu vejo um monte de gente falando de desenhos animados e jogos como se fossem coisas de um passado distante e inalcançável. Enquanto isso, assisto a Jovens Titãs no Cartoon Network e nestas férias até joguei RPG com alguns amigos.

O que leva algumas pessoas a abandonar completamente os desenhos animados, quadrinhos e jogos na adolescência, e outras a continuar com os velhos hábitos? É uma questão interessante, para a qual não parecem haver respostas claras. Algumas pessoas, por mais que tenham brincado na infância, ao fazerem já seus onze anos rejeitam para o resto da vida até o truco. Outras ultrapassam os vinte, os trinta ou até mais e continuam lendo quadrinhos, assistindo desenhos animados e disputando partidas de jogos eletrônicos e de tabuleiro.

Outro ponto interessante a ser notado é que as garotas tendem muito (mas MUITO) mais a abandonarem os hábitos de infância do que os garotos. Basta observar o público freqüentador de LAN Houses e livrarias que vendam quadrinhos e jogos. Por quê isso é assim?

Essas são duas perguntas extremamente visíveis, relevantes, respondíveis e interessantes que nenhum professor ou livro de Sociologia jamais tocaram.
 

Peixes:
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