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domingo, março 28, 2004
 
A FEW PILLS

Assistindo ao Manhattan Connection do domingo passado, dia 21, descobri alguém que se parece mais ou menos com Olavo Bilac, e que poderia interpretá-lo no filme que tenho em mente (ver post abaixo). Trata-se de Merval Pereira, um jornalista tão famoso que só o conheci no programa.

O problema é que Pereira é a favor do desarmamento civil; portanto não pode ser uma pessoa muito razoável. Além disso, note-se que Bilac era a favor do serviço militar obrigatório - portanto, alguém um tanto quanto mais beligerante que Merval. Com efeito, um retrato do poeta pode ser visto no local onde fiz alistamento.

A alternativa para o papel seria então Cássio Scapin, o Santos Dumont da maxissérie Um Só Coração. Ou, como já dito, eu mesmo. Afinal, tenho tudo o que Bilac tem: falo em público, sou magro e muito feio.

****

Se você for a um shopping e olhar para as pessoas, elas não evitarão o seu olhar com muita ênfase. Entretanto, se você estiver munido de uma câmera, elas vão evitar olhar diretamente para a lente, e até mesmo procurarão não ser filmadas. Note que isto acontece mesmo quando as pessoas não estão fazendo nada de errado. Por quê será?

****

Tive a idéia de fazer o blog do Machado de Assis. Seria um site no qual textos machadianos periodicamente apareceriam, em especial cortes de seus romances, escolhendo-se as melhores citações. Como todos sabem, o bom de Assis não está tanto no enredo ou nos personagens, mas sim em suas dissertações e reflexões.

Machadão era tipo um Roberto Pompeu de Toledo elevado à sexagésima potência.
 

Peixes:
domingo, março 21, 2004
 
DE BILAC E FILME




Um de meus projetos de sonho - na falta de um termo melhor para dream project - é fazer um filme sobre Olavo Bilac nos moldes de Uma Mente Brilhante, biografando o príncipe dos poetas brasileiros em belas duas horas nas telonas. Alguns podem perguntar como eu procederia em relação às questões orçamentárias de uma demanda tão ambiciosa, por exemplo - elenco.

Ora, Bilac era magro, feio e tinha alguma habilidade para falar em público, portanto eu mesmo faria o papel. De resto... bem, quanto ao resto do filme, depois eu penso nisso.

Só sei que em vez de versões patéticas do Kid Abelha da obra bilaquiana, meu filme exaltaria toda a força dos versos do mestre carioca, e se não conseguisse eu não o deixaria ser lançado. Aí vão dois "poeminhas" dele, que não deixam nem um pouco transparecer que o cara tinha as manha :

A Alvorada do Amor

Um horror, grande e mudo, um silêncio profundo
No dia do Pecado amortalhava o mundo.
E Adão, vendo fechar-se a porta do Éden, vendo
Que Eva olhava o deserto e hesitava tremendo,
Disse:

"Chega-te a mim! entra no meu amor,
E à minha carne entrega a tua carne em flor!
Preme contra o meu peito o teu seio agitado,
E aprende a amar o Amor, renovando o pecado!
Abençôo o teu crime, acolho o teu desgosto,
Bebo-te, de uma em uma, as lágrimas do rosto!

Vê! tudo nos repele! a toda a criação
Sacode o mesmo horror e a mesma indignação...
A cólera de Deus torce as árvores, cresta
Como um tufão de fogo o seio da floresta,
Abre a terra em vulcões, encrespa a água dos rios;
As estrelas estão cheias de calefrios;
Ruge soturno o mar; turva-se hediondo o céu...

Vamos! que importa Deus? Desata, como um véu,
Sobre a tua nudez a cabeleira! Vamos!
Arda em chamas o chão; rasguem-te a pele os ramos;
Morda-te o corpo o sol; injuriem-te os ninhos;
Surjam feras a uivar de todos os caminhos;
E, vendo-te a sangrar das urzes através,
Se emaranhem no chão as serpes aos teus pés...
Que importa? o Amor, botão apenas entreaberto,
Ilumina o degrêdo e perfuma o deserto!
Amo-te! sou feliz! porque, do Éden perdido,
Levo tudo, levando o teu corpo querido!

Pode, em redor de ti, tudo se aniquilar:
Tudo renascerá cantando ao teu olhar,
Tudo, mares e céus, árvores e montanhas,
Porque a Vida perpétua arde em tuas entranhas!
Rosas te brotarão da boca, se cantares!
Rios te correrão dos olhos, se chorares!
E se, em torno ao teu corpo encantador e nu,
Tudo morrer, que importa? A natureza és tu,
Agora que és mulher, agora que pecaste!

Ah! bendito o momento em que me revelaste
O amor com o teu pecado, e a vida com o teu crime!
Porque, livre de Deus, redimido e sublime,
Homem fico, na terra, à luz dos olhos teus,
Terra, melhor que o Céu! homem, maior que Deus!"


Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...


 

Peixes:
sábado, março 20, 2004
 
O texo a seguir foi escrito em janeiro deste ano, mas nunca foi publicado em lugar algum. Eu deveria tê-lo discursado no meu aniversário mas não o fiz. Que seja, aí segue.

MEU DÉCIMO-OITAVO ANIVERSÁRIO

- Frederico “Cedê” Silva
doidimaiscorporation@bol.com.br

Meus caros amigos e amigas,

O problema neste mundo são os adultos. Não há dúvidas: enquanto nós jovens vivemos num belo e pacífico hedonismo, curtindo nossas festas de quinze anos, nossas partidas de War, nossos joguinhos de computador, nossas idas ao para jogar bola com os vizinhos, nossas experiências com o verdade ou conseqüência e outras coisas inocentes, os adultos fabricam armas, se embrenham nos desfiladeiros estressantes do trânsito, entram em guerras, falam mal uns dos outros, competem sem ética por empregos, publicam a Capricho e praticam outras coisas malignas.

Os adultos são os nossos mais terríveis inimigos. Sim, é certo que dependemos do trabalho deles - para construírem os lugares aonde vamos, termos uma força policial que combate o crime, médicos para nos salvarem de nossas eventuais overdoses, profissionais que fazem a comida e a bebida e as outras coisas que consumimos, et cetera. Dependemos dos impostos pagos pelos adultos para a pavimentação das ruas, a iluminação dos postes, o mantimento dos garis e outras coisas essenciais.

Mas claro que toda essa dependência não pode ser boa. Os adultos são criaturas vis! Por gerações e mais gerações, os adultos poluíram os rios, infestaram o ar de gases, queimaram as árvores, geraram dívidas gigantescas, inventaram planos econômicos estúpidos, promoveram guerras e ódio entre povos, e encheram a cultura de porcarias – Menudos, Paulo Coelho, Celine Dion, Guimarães Rosa, blargh!

E como se não bastasse os adultos nos forçarem a aceitar sua cultura de mal gosto, promovendo leituras obrigatórias de livros chatos nas escolas, eles ainda tentam nos passar uma imagem de heróis! Sim, meus caros amigos e amigas, já repararam como eles tentam passar a impressão de que durante a Segunda Ditadura (1964-1985) TODOS ELES “lutaram bravamente” contra os milicos reaças? Até parece! Não sei como eles arranjavam tempo para, a uma só época, beber, usar drogas, cursar a faculdade, acumular todas aqueles histórias que eles vivem nos contando de novo e de novo, lutar contra as forças do Mal, e ainda por cima fazer um sexozinho – para ter a nós, é claro.

Temo que, daqui a algum tempo, quando estiver reinando uma geração mais recente de adultos, o impeachment de Collor será gloriosamente exaltado como uma “batalha árdua e sem esperanças contra o imperialismo Collorido, na qual “nós”, ainda com sangue jovem correndo nas veias e ouvindo muito Legião Urbana e assistindo muito Programa Livre, lutamos contra o império de P.C. e Dinda”. Não tenho dúvidas que a batalha será comparada ao ataque liderado por Aragorn às forças do Lorde Sauron.

(Afinal de contas, Collor disse ter o seu Um Anel roxo.)

E além de tudo isso, os adultos teimam em dizer que somente os jovens conseguem empregos hoje em dia, esquecendo-se que os CEOs e diretores e o diabo a quatro são todos velhos. Ou seja, quem contrata os jovens são os miseráveis dos adultos, e eles ainda arrumam jeito de reclamar e sair com cara de coitadinhos.

Juro... bem, não juro. Afirmo que fiz tudo o que pude para combater a tirania dos adultos. Tentei entrar na faculdade antes de completar o 2º grau; mesmo passando no vestibular, não me deixaram entrar. Pensei em me candidatar a um cargo público, mas a idade é discriminatoriamente usada para eliminar os jovens da política. Para se candidatar a presidente da República é necessário ter no mínimo – pasmem!- 35 anos. Até mandei meu currículo para a ONU – e aguardo resposta até hoje. Tentei votar, inclusive e... ah, isso me deixaram fazer. Mas votar não adianta nada.

Para me embrenhar na cultura dos inimigos, consultei as tais revistas e filmes ditos “adultos” - unicamente com o propósito de pesquisa, claro. Não serviu pra muita coisa.

Em suma, não tenho muitas esperanças de acabar com a tirania dos adultos. O único exemplo bem-sucedido que me ocorre agora é o de Joana d´Arc, que liderou o exército da França aos dezessete anos. Um apontamento: era o exército da França (ora, convenhamos). E outro: ela foi executada na fogueira aos dezenenove. Morreu adulta, a miserável.

E o pior de tudo: completo dezoito anos neste 21 de janeiro de 2004. Torno-me, até certo ponto, um adulto. Portanto, amigos e amigas, acredito que terei de deixar a missão de derrubar os velhos com vocês- que ainda são jovens. Na melhor tradição adulta, deixo com descaso todos os problemas causados pela minha geração, e jogo a bomba na mão dos mais novos. É assim há milênios.

Eu vos dei a minha infância. Agora ofereço a minha adolescência. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da vida adulta e saio da juventude para entrar na mais completa vagabundagem.
 

Peixes:
domingo, março 14, 2004
 
AS CONTRADIÇÕES DA ESQUERDA

- Frederico “Cedê” Silva

Esquerda. Esta é a denominação geral de um grande englobamento de crenças e ideais. No Brasil, ser de esquerda é a regra. Nas faculdades e nas escolas, a predominância do esquerdismo é esmagadora. Ser de esquerda é ser a favor da “justiça social”, da reforma agrária, da defesa do meio ambiente, da intervenção do Estado na economia, do aborto, e, claro, do socialismo. Ser de esquerda é ser contra a globalização, o imperialismo estadunidense e o capitalismo.

Obviamente, num cenário educacional que carece de um debate amplo, ou seja, um sistema de educação ao qual falta uma “tensão ideológica” (para usar um termo cunhado por um Ministro de Lula), as várias contradições presentes em meio aos ideais esquerdistas passarão despercebidas. Com efeito, a dominação da Esquerda é tamanha que no Brasil ser de direita é palavrão. Construiu-se um maniqueísmo falso no qual ser de esquerda é ser “do Bem”, e ser de direita é ser “do Mal.” Faz-se necessário, portanto, um maior esclarecimento em relação a certas contradições da Esquerda, com vistas a criar tensão ideológica por meio da exposição das vulnerabilidades do lado dominante. Afinal de contas, como diz Millôr Fernandes, “desconfiar é progredir”.

Uma terrível e recente contradição dos esquerdistas pôde ser observada recentemente: os vermelhos afirmam com toda a convicção que o ataque liderado pelos EUA ao Iraque tirou a legitimidade da ONU, por ter sido realizado sem o seu aval. Ora, ao fazer isso ignoram completamente os fatos: a ONU, desde a sua criação, autorizou apenas duas guerras: a da Coréia (1950) e a do Golfo (1991).

Ou seja, para a Esquerda a invasão da URSS à Hungria (1956), a construção do Muro de Berlim (1961), o ataque soviético ao Afeganistão (1979) e o ataque de Egito e Síria a Israel (1973) nem arranharam o poder da ONU, mas se a ofensa é liderada pelos EUA, aí sim a legitimidade das Nações Unidas é contestada.

Ainda em relação à ONU, destaco uma outra falácia esquerdista: a premissa de que as Nações Unidas são controladas pelos EUA. Ora, tal bobagem obviamente não é verdade, do contrário Colin Powell teria convencido a Organização a apoiar a intervenção no Iraque, e o que mais fosse interessante para os norte-americanos. Como não é essa a realidade, descarta-se mais uma idéia dos guevaristas.

Talvez a mais interessante das contradições seja aquela a respeito dos movimentos anti-globalização. Tais movimentos, ao formarem protestos nos quais pessoas de todos os continentes se unem em um mesmo ideal, constituem uma das mais globalizantes forças que existem. Isto é no mínimo curioso.

O xeque-mate na defesa do socialismo é dado por uma constatação da organização tão louvada pelos marxistas: a velha ONU. Observando-se sua listagem comparativa de IDH- o Índice de Desenvolvimento Humano, valiosas lições podem ser aprendidas. Por exemplo: tomemos dois frágeis paisezinhos da América Central, ambos sujeitos ao terrível imperialismo ianque. Coloquemos em um uma boa dosagem de capitalismo; no outro façamos uma experiência socialista. Qual deles terá o maior IDH? Ora, a resposta é clara: Costa Rica tem mais IDH que Cuba, o país-modelo dos socialistas. E nem precisamos falar da comparação entre Brasil e China: ambos são países de grandes dimensões e histórico de colonização, mas o socialismo deixa a China a mais de trinta posições atrás do Brasil no IDH. Isso sem falar em Coréia do Sul versus Coréia do Norte, Portugal e Grécia versus países da CEI, etc.

Não obstante, resta o velho vácuo nas obras de Karl Marx. O filósofo que defendeu que a História da Humanidade é a história do conflito de classes cometeu uma falta grave, nunca mencionada pelos seus seguidores: ele jamais definiu, em nenhum dos seus escritos, o que é classe social. Imaginem se Darwin tivesse escrito A Origem das Espécies sem definir o que é espécie: toda a sua teoria iria por água abaixo. Tal rigor científico, entretanto, não é aplicado ao marxista 0001, e quem perde são os desconfiados.

Espero que este ensaio atinja seu objetivo de estimular debates acerca das fraquezas da esquerda, em especial nas escolas.
 

Peixes:
domingo, março 07, 2004
 
A SOLUÇÃO

-Frederico “Cedê” Silva

Disse um famoso cronista que a juventude brasileira- ao contrário do que se pensa- nunca perdeu o hábito da leitura. E sabe por quê? Porque nunca o teve.

Piadas à parte, é fato que o jovem brasileiro lê pouco. Aliás, quase nada. Mas quase nada mesmo- ou até menos. De fato, esse grave analfabetismo funcional já foi alvo de inúmeras críticas e dissertações. Não foram poucos a arriscar palpites sobre razões para esse desinteresse pela leitura e possíveis soluções para o problema. Nada que tenha dado certo, claro. De certa maneira, acho desconcertante que nunca ninguém da intelectualidade brasileira tenha anunciado a solução definitiva, que é óbvia. Then again, apenas um jovem poderia achar a fórmula para fazer com que a juventude passe a ler.

Bem, eu sou jovem- ou pelo menos era até a última vez que chequei minha Carteira de Identidade- e eu tenho a solução. Eu sei como resolver o problema. E vou contar agora- sem mais suspense- como fazer com que os jovens brasileiros se embrenhem nos caminhos da leitura:

Basta proibir.

Sim, sociedade brasileira, é isso mesmo. Asseguro-lhes com toda a convicção de que em pouquíssimo tempo- muito menos do que qualquer um possa imaginar- a proibição da leitura se desdobraria numa série de eventos das mais inesperadas proporções.

Adolescentes passariam a cochichar nos cantos mais recônditos dos colégios questões literárias.

- Mas e aí, cara, você acha que a Capitu traiu ou não traiu?
- Olha, eu acho que não traiu.
- Você não sabe de nada.
- ...
- Esse papo de não trair, não sei não... acho que você é do DOI-CODI.
- Que isso, véi. Não vacila não.
- Tem um fessor vindo aí! Esconde o bagulho!

E esconderia o Dom Casmurro numa embalagem de Sucrilhos.

Muito mais que isso aconteceria. Proibir a leitura significa proibir estudar. Já posso ver as manchetes:

“ Notas nos vestibulares sofrem escalada assustadora”

A única leitura permitida aos jovens devia ser Capricho, Quatro Rodas e Paulo Coelho.

“ Editoras Abril e Rocco fazem demissão em massa”

Não existem jovens que copiam os estilos de roupa de seus personagens favoritos nas telenovelas? Pois então.
- Você viu só? Os brechós estão cheios de encomendas.
- Nova moda?
- É. As mais recatadas estão de Ceci. Mas nos bailes funk e na praia, só se usa Iracema.
- Eles não tem medo de serem descobertos como leitores?
- Nada. Roupa não é prova.

O seguinte diálogo nas boates...

- Ora (direis!) ouvir estrelas!
- Ih, sai fora, metido a besta. Tá delirando?

...seria trocado por este:

- Ora (direis!) ouvir estrelas!
- Pô, só sabem esse? Sai fora.

Por força da lei, as universidades não poderiam mais cobrar questões sobre livros em seus exames de admissão. Teriam de usar capítulos de Malhação no lugar.

“Sobre a estética hedonista da personagem Cabeção, pode-se afirmar que, EXCETO...”

As questões teriam baixíssimos níveis de acerto. Apenas uns poucos nerds assistiriam aos capítulos. Os demais alunos pegariam resumos ou então nem ligariam, ocupando seu tempo lendo volumes do Quintana ou do Amado.

A coisa atingiria proporções descomunais. Em poucos anos, a juventude brasileira seria considerada a mais culta do planeta. O Brasil logo seria hours concours em todas as categorias do Prêmio Nobel. Ocuparíamos os cargos mais importantes da ONU. Políticos brasileiros candidatariam-se a prefeitos em todos os países do mundo. Toda a imprensa do globo criticaria o agressivo imperialismo cultural brasileiro. Tupiniquins, go home!

Temos que proibir a leitura, o quanto antes. Pelo bem do País. Ah, imaginem só as cenas! Um jovem se aproxima da entrada do morro.

- E aí, sangue.
- Tá com o bagulho?
- Trouxe a grana?
- Tá aqui.
- Tá aqui.
- Doido... uma mochila com Bilac, Rosa e Andrade.
- Coisa fina.
- Aqui...
- Quê?
- Aproveita e me vê uns quatro beques que eu não güento isso na limpeza não.
 

Peixes:
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