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domingo, outubro 10, 2004
 

RÁPIDA E MORTAL

O uso do adjetivo considerável e do seu advérbio-irmão, consideravelmente, revelam muito sobre a opinião do autor. A princípio, qualquer coisa é considerável, exceto para aquelas pessoas que desejam permanecer ignorantes. Se alguma coisa é classificada como considerável e não está sendo cometido um pleonasmo, é porque muitas outras coisas são, certamente, ignoráveis - para não dizer desprezíveis.

Assim, da próxima vez que você vir uma frase como "esforços consideráveis por parte dos voluntários", ou "aumentando consideravelmente a taxa de desemprego", preste atenção para ver se aquilo é mesmo digno de consideração. Mais que isso - tente descobrir o quê o autor não acha considerável.

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Tenho cometido erros ao escrever no DOIDIMAIS CORPORATION. O que apenas reforça minha tese do porquê dos textos dissertativos serem chamados de ensaios - são isso mesmo, exercícios em constante aprimoração que nunca chegam ao status de pronto e acabado. Muito embora esta definição se encaixe perfeitamente na Filosofia Ocidental, errar propositalmente apenas para consolidar a tese seria contra-produtivo. Seria no mínimo triste.

Mesmo porquê, posicionar-se firmemente contra as idéias formadas e sólidas é, por si só, uma posição formada e sólida. Ser totalmente anti-dogmático é ser dogmaticamente contra o dogmatismo.

Estou começando a me repetir em meus textos. Não tem (muito) problema. Carvalho, Veríssimo, Mainardi, Toledo e até o Millôr se repetem de quando em vez.

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Não desrespeite a realidade.

Ela pode ficar muito nervosinha.

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Diálogo real:

- A hipocrisia é o mais próximo que podemos chegar da virtude.

- Então o Cedê é o cara mais virtuoso da PUC.

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Tenho um amigo que chama aqueles com vidas amorosas pouco frutíferas de peganínguem (é assim que se pronuncia, com o acento no "nín".)

Meu professor de Teoria das Internações Relacionais outro dia falava dos Estados fracassados - aqueles como Serra Leoa ou Somália, com instituições quase inexistentes, serviços péssimos, nenhuma segurança. As chamadas "terra de ninguém".

Outro termo que já ganhou outro nome - terranínguem.

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Para quem mora em Belo Horizonte e recebeu este domingo o novo jornal Pampulha, em formato tablóide: leiam a coluna "sem saída", de uma tal Bianca Alves, na página E2. O texto parece ter sido escrito às pressas e não é desenvolvido adequadamente, mas é saboroso nonetheless. Lembra um pouco o DOIDIMAIS CORPORATION.

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Se você é um bom atirador - confiante que pode usar sua arma para defender a si, sua propriedade e quem estiver próximo - faz muito bem em desrespeitar o Estatuto do Desarmamento e levar sempre uma pistola no porta-luvas do carro.

Mas, estando sozinho, leve também uma katana no banco do carona. Aí não tem mais problemas se a munição acabar ou se os bandidos chegarem muito perto.

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Rabiscar à mão é melhor do que digitar apressadamente no computador. É mais fácil colocar acentos. Você nunca vai confundir maca com maçã.

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Assistir a Kill Bill - Volume 2 é um dever cívico. O filme não se parece com nenhum outro. Uma cena de claustrofobia nunca antes vista. Uma seqüência de treinamento que parece saída de um desenho animado. Diálogos brilhantes. Lutas empolgantes. Violência de fazer você mexer-se na cadeira. E alguns golpes, manobras e idéias de luta muito criativos. Em que outro lugar você viu alguém defender-se de um golpe de espada usando uma bainha para engolir a arma do adversário?

Ah, e claro - perceber que Uma Thurman é ainda mais bonita do que se pensava é também deveras agradável.
 

Peixes:
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